domingo, 4 de outubro de 2009

É possivel não mudar?

Sempre eu mesma, mas não a mesma pra sempre...
Porque eu mudo...mudo de idéia, mudo de cara, mudo de opinião, mudo de roupa, mudo de casa...
porque não há porque permanecer igual...Porque nesse mundo só sobrevive quem aprende a desencanar...
e eu desencano...
... do chato... do velho...do novo... do legal... do beijo... do calor... do abraço... da despedida... do que não me convem...
desencano e não penso mais em ir , nem tão pouco em ficar...
Porque hoje já é suficiente pra tudo que eu quero...e amanhã isso já passou...
Aceito seu presente até que ele não nos sirva mais e aí... 'bora correr o mundo... até sentir o cansaço me jogando no chão e fazendo eu parar...
... há sempre o novo... e sempre haverá...


Quem pode entender?



[O.G]

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Sobre o Amor, rosas e espinhos...


Amor que é amor dura a vida inteira. Se não durou é porque nunca foi amor.O amor resiste à distância, ao silêncio das separações e até às traições.

Sem perdão não há amor. Diga-me quem você mais perdoou na vida, e eu então saberei dizer quem você mais amou.

O amor é equação onde prevalece a multiplicação do perdão.

Você o percebe no momento em que o outro fez tudo errado, e mesmo assim você olha nos olhos dele e diz: "Mesmo fazendo tudo errado eu não sei viver sem você. Eu não posso ser nem a metade do que sou se você não estiver por perto.

"O amor nos possibilita enxergar lugares do nosso coração que sozinhos jamais poderíamos enxergar.

O poeta soube traduzir bem quando disse: " Se eu não te amasse tanto assim, talvez perdesse os sonhos dentro de mim e vivesse na escuridão. Se eu não te amasse tanto assim talvez não visse flores por onde eu vi, dentro do meu coração!"

Bonito isso. Enxergar sonhos que antes eu não saberia ver sozinho. Enxergar só porque o outro me emprestou os olhos , socorreu-me em minha cegueira. Eu possuía e não sabia. O outro me apontou, me deu a chave, me entregou a senha.


Coisas que Jesus fazia o tempo todo. Apontava jardins secretos em aparentes desertos.Na aridez do coração de Madalena, Jesus encontrou orquídeas preciosas. Fez vê-las e chamou a atenção para a necessidade de cultivá-las.Fico pensando que evangelizar talvez seja isso: descobrir jardins em lugares que consideramos impróprios.


Os jardineiros sabem disso. Amam as flores e por isso cuidam de cada detalhe, porque sabem que não há amor fora da experiência do cuidado. A cada dia, o jardineiro perdoa as suas roseiras. Sabe identificar que a ausência de flores não significa a morte absoluta, mas o repouso do preparo.

Quem não souber viver o silêncio da preparação não terá o que florir depois...
Precisamos aprender isso.

Olhar para aquele que nos magoou, e descobrir que as roseiras não dão flores fora do tempo, nem tampouco fora do cultivo.Se não há flores, talvez seja porque ainda não tenha chegado a hora de florir.

Cada roseira tem seu estatuto, suas regras...Se não há flores, talvez seja porque até então ninguém tenha dado atenção necessária para o cultivo daquela roseira.
A vida requer cuidado. Os amores também.

Flores e espinhos são belezas que se dão juntas. Não queira uma só. Elas não sabem viver sozinhas...

Quem quiser levar a rosa para sua vida, terá que saber que com ela vão inúmeros espinhos.Mas não se preocupe. A beleza da rosa vale o incômodo dos espinhos... ou não.



[Padre Fábio de Mello]

domingo, 6 de setembro de 2009

Lua Nova

Eu me perguntei quanto tempo isso podia durar. Talvez algum dia,
anos mais tarde - se a dor diminuisse de forma que eu pudesse
aguentar - eu poderia olhar de volta para aqueles meses que foram
os melhores da minha vida. E, se fosse possível que a dor diminuísse
aponto de me permitir fazer isso, eu tinha certeza que me sentiria
agradecida pelo tempo que ele me deu. Mais do que eu pedí, mais do
que eu merecia. Talvez algum dia eu fosse capaz de ver as coisas
desse jeito.
Mas e se o buraco nunca ficasse melhor? E se as beiras em carne viva
nunca sarassem? E se o dano fosse permanente e irreversível?
Eu me segurei com força. Como se ele nunca tivesse existido, eu
pensei desesperada.
Que promessa estúpida e impossível pra se fazer! Ele podia roubar
minhas fotos e pegar seus presentes de volta, mas isso não fazia as
coisas voltarem a ser como eram antes de eu conhecê-lo. A evidência
física era a parte mais insigificante de equação. Eu estava mudada,
por dentro eu estava mudada ao ponto de ser difícil me reconhecer.

(Bella Swan - Lua Nova)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009


Mais um dia que venta em mim

domingo, 26 de julho de 2009



"Não poderias saber nada de mais absoluto sobre ela, a não ser ela própria.
Fazendo perguntas, tu ouvirias respostas. Nas respostas ela poderia mentir, dissimular, e a realidade que estava sendo, a realidade que agora era, seria quebrada. Pois, não fazendo perguntas, tu aceitarias a moça completamente. Desconhecida, ela seria mais completa que todo um inventário sobre o seu passado. Descobririas que as coisas e as pessoas só o são em totalidade quando não existem perguntas, ou quando essas perguntas não são feitas. Que a maneirar mais absoluta de aceitar alguém ou alguma coisa seria justamente não falar, não perguntar -mas ver!
Em silêncio."
(Caio F. Abreu)

sexta-feira, 24 de julho de 2009

terça-feira, 21 de julho de 2009

Por mais inconformada que parecesse. Aceitava (não pacificamente)tudo que mais lhe incomodava, simplesmente porque mudar trazia consigo o risco do desconhecido, 50% de chance de dar errado... e ela fugia, esquecendo os outros 50% que poderiam dar certo.
Um dia , talvez tenha sido a idade, talvez algum amor, talvez algum desafeto, tudo isso junto, ou simplesmente o puro e simples desejo do novo...
Nesse dia ela aceitou suas escolhas, enfim com a maturidade de quem entende que para crescer é preciso enfrentar os medos e assumir seus atos...
No coração o medo de receber o desconhecido se perdeu...E de um jeito único e impensável, ela começou a ser ela mesma...
E a vida começou a acontecer...