Nossos desejos deveriam vir com um rótulo vermelho dizendo PERIGO! CUIDADO!!!
Cuidado com o que você vai desejar, pois você pode conseguir e conseguindo pode ser que isso seja bem maior do que o que você está preparado.
Deveria ter bula dizendo os possiveis efeitos colaterais, algo tipo...
Você quer se apaixonar, quer o friozinho na barriga, o coração acelerado, quer fazer loucuras por alguém , quer ter a certeza de que só poderá ser feliz ao lado dessa pessoa, quer se sentir nas nuvens, quer todos os sentimentos desmedidos, intensos , loucos, quer deixar de ser dono de si...
Ok!!!! Aqui está sua paixão... aquele amor que você pediu.
MAS e sempre tem um mas,
não esqueça que nada é eterno, e quando acabar você terá : um coração partido, ou melhor, estraçalhado, um nó na garganta, uma dor física no peito, um verdadeiro rio de lágrimas a serem choradas, e parece que elas não esgotam fácil, você poderá chorar dias e noites a fio, e ainda não será o suficiente, você vai ser atropelado diariamente por um caminhão chamado saudade, você terá consigo a certeza de que te levaram uma parte e não é que ela parecia a sua MELHOR parte.
Vai ser dificil se recompor, é fato que algumas pessoas nunca mais conseguem.
Vai ser impossivel esquecer, sim, IMPOSSÍVEL.
Você definitivamente não será mais dono de si!
Como seria fácil se viesse com bula... mas não vem , e as vezes a gente deseja sem saber o que está por vir, mas é fato, você tanto pede, um dia a vida te dá.
Talvez seja esse o jeito de aprendermos, de crescermos, talvez o amadurecimento só venha assim, vivendo nossas escolhas, aprendendo com elas.
E como se aprende...
De tudo que meu coração já desejou ardentemente, de tudo que eu quis e a vida me deu...
Ficou somente um novo desejo...
Paz pro meu coração!
[ Vel ]
quarta-feira, 27 de maio de 2009
sexta-feira, 22 de maio de 2009
segunda-feira, 18 de maio de 2009
domingo, 17 de maio de 2009
Presente
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Eu...

Eu ouço músicas,
eu releio cartas,
eu olho fotos...
Eu sinto o perfume que alguém deixou no corredor,
eu penso, eu relembro, eu tento esquecer.
Eu me distraio
Eu disfarço... eu escondo, eu desconverso, eu arrumo pretexto.
Eu faço que não ligo,
eu sento ao lado do telefone esperando que ele toque,
e quando toca eu deixo cair na caixa postal.
Eu procuro, eu encontro ,eu deixo passar...
Eu choro por dentro , eu dou risada por fora.
Eu vou embora, quando chego na esquina eu volto.
Eu encosto meu pé , eu afasto ele num susto.
Eu olho passar de longe, eu sem querer esbarro.
Eu corro, eu recuo.
Eu coloco novamente a música,
Eu me encanto com um olhar
que acabo esquecendo no próximo sorriso.
Eu guardo prints de sorrisos e de beijos.
Eu faço que não vejo
As vezes eu deixo de sentir.
Outras, eu esqueço,
algumas vezes quase perco o coração em poucas palavras.
Eu banalizo,
Eu me surpreendo.
Eu compro roupas novas e abro o roupeiro pra olhar as antigas.
Eu danço
Eu erro o passo...
Eu recomeço e continuo
Eu vejo o carro chegar e corro antes que toque a buzina.
Eu fecho os olhos e durmo mais um pouco
Eu saio correndo, querendo que o tempo voe
Eu vou pular e dou um passo àtras
Eu faço que não entendi,
Eu completo as frases antes que elas sejam concluidas.
Eu ouço com atenção e as vezes me distraio em outra coisa
Eu vou jogar e me jogo.
Desisto e releio tudo novamente.
Escrevo e não mando.
E sinto novamente o perfume no corredor
E inspiro profundamente.
Eu escrevo coisas que não fazem sentido
E volto a lembrar....
[ Vel ]
segunda-feira, 11 de maio de 2009

Não passam as dores, também não passam as alegrias.
Tudo o que nos fez feliz ou infeliz serve pra montar o quebra-cabeça da nossa vida, um quebra-cabeça de cem mil peças.
Aquela noite que você não conseguiu parar de chorar, aquele dia que você ficou caminhando sem saber para onde ir, aquele beijo cinematográfico que você recebeu, aquela visita surpresa que ela lhe fez, o parto do seu filho, a bronca do seu pai, a demissão injusta, o acidente que lhe deixou cicatrizes, tudo isso vai, aos pouquinhos, formando quem você é.
Não há nenhuma peça que não se encaixe. Todas são aproveitáveis.
Como são muitas, você pode esquecer de algumas, e a isso chamamos de "passou". Não passou. Está lá dentro, meio perdida, mas quando você menos esperar, ela será necessária para você completar o jogo e se enxergar por inteiro.
[ Martha Medeiros ]
domingo, 10 de maio de 2009
Eu quero ficar perto De tudo que acho certo
Até o dia em que eu
Mudar de opinião
A minha experiência
Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento
É minha distração...
Coisas que eu sei
Eu adivinho
Sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio Mostra o tempo errado
Aperte o Play...
Eu gosto do meu quarto
Do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer
Na minha confusão
É o meu ponto de vista
Não aceito turistas
Meu mundo tá fechado Pra visitação...
Coisas que eu sei
O medo mora perto Das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim
Não vou trocar de roupa
É minha lei...
Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais
Depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro
Do que eu desenhei...
Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas
No meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos
Que eu não sei usar
Eu já comprei...
As vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo
Mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre Quando tô a fim...
Coisas que eu sei
As noites ficam claras No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia...
Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia...
Agora eu sei...
sábado, 9 de maio de 2009
Mais Caio Fernando de Abreu...
Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está ai, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada "impulso vital". Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te supreenderás pensando algo como "estou contente outra vez". Ou simplesmente "continuo", porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicidio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar". Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais. Fumarás muito, também, e talvez até mesmo te permitas tomar alguns desses comprimidos para disfarçar a dor. Claro que no começo, pouco depois de acordar, olhando à tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabes se na garganta ou no peito ou na mente - e não importa - essa coisa que chamarás com cuidado, de "uma ausência". E haverá momentos em que esse osso duro se transformará numa espécie de coroa de arame farpado sobre tua cabeça, em garras, ratoeira e tenazes no teu coração. Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer. E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar. Então fingirás - aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na largatixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça.Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás, no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para a casa de teus avós ou teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer (e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa.Já não é tempo de desesperos. Refreias quase seguro as vontades impossíveis. Depois repetes, muitas vezes, como quem masca, ruminas uma frase escrita faz algum tempo. Qualquer coisa assim:- ... mastiga a ameixa frouxa. Mastiga , mastiga, mastiga: inventa o gosto insípido na boca seca ...

Certa vez eu li que a única vez em que não podemos falhar, é quando tentamos pela última vez.
Já fazem 2 anos e eu ainda penso em cada detalhe, e fico com raiva por não ter te falado tudo que eu queria... tudo que precisava e queria te dizer.
É fato que o medo engasgou tudo que eu tinha pra dizer, vc estava indo embora e eu queria gritar e fazer com que o mundo parasse ou melhor, que voltasse o tempo... queria sair daquela cena, queria voltar pra quando vc podia me defender de tudo, pra qualquer momento entre o nascimento e aquele dia. Qualquer um dos tantos em que eu nem me preocupava, pq sabia que vc daria um jeito e tudo ficaria bem. Queria ver ali o Herói de toda uma vida, o que não tinha medo , o que era forte, aquele que não deixaria nada de mau me acontecer.
Mas o que falar ou fazer quando vc vê a fortaleza desmoronar? Pra onde correr? ...
Queria ter dito o quanto eu te amava,
o quanto me orgulhava com pequenos gestos teus.
Queria dizer que as brigas, não eram por falta de amor, mas por excesso.
Queria pedir perdão por tudo de duro que eu falei e que em algum momento te machucou, era desespero... Eu te queria de volta, como sempre tinha sido. Não conseguia aceitar que deixasse de se amar assim , que párasse de lutar. Não podia aceitar que tudo que sempre vi e me orgulhei não fosse mais verdade.
Eu queria tudo como sempre foi.
Queria ter dito que mesmo adulta, eu queria ser a menina que te orgulhava, queria te dar muito mais motivos pra isso...
Queria vc mais tempo nessa vida comigo, queria vc não só no dia que entrou na igreja comigo, ou que ficou do lado de fora, esperando pra ver um pequeno rosto num visor de vidro,queria vc nas minhas bodas de prata, queria que visse meus filhos adultos... queria ainda tantos momentos ...
Tanta coisa me fez calar aquele dia, e tantas outras me doem agora. As vezes eu tenho a impressão de que tu estás chegando... Em outras, eu penso em te pedir pra me ajudar com alguma coisa... São frações de segundos , em que meu inconsciente nega que estamos separados...
Queria ter dito que não teria como te amar mais do que sempre amei...
Mas não consegui falar nada , então plantei uma pequena muda de esperança no meu coração...
esperança de que naqueles poucos gestos tu tenha entendido, tudo que não consegui te dizer...
Você foi o melhor Pai que alguém poderia ter e eu te amo muito por isso.
A vida é feita de reencontros e mais cedo ou mais tarde voltamos a nos encontrar.
Nada começa nem acaba por aqui, tudo vai além.
E essa noite eu só queria que você viesse me abraçar e dissesse que que vai estar tudo bem...
[ Vel ]
SE...
Se um dia eu deixar de te amar, não me ignore por isso, a culpa não terá sido minha, nem tua, terá sido do destino.
Se eu me afastar de você, procure entender, não vai significar que eu tenha esquecido do nosso passado, ele estará sempre guardado.
Se por acaso eu encontrar um novo amor, seja ele quem for, me perdoa,
Se um dia eu deixar de te amar, não me ignore por isso, a culpa não terá sido minha, nem tua, terá sido do destino.
Se eu me afastar de você, procure entender, não vai significar que eu tenha esquecido do nosso passado, ele estará sempre guardado.
Se por acaso eu encontrar um novo amor, seja ele quem for, me perdoa,
é que o meu coração não estava trancado, apenas em repouso forçado.
Se quando você lembrar de nós dois o teu coração ficar apertado, tente me colocar de lado, mas não me esqueça definitivamente, guarde um cantinho aí dentro cercado de amor e calor.
Se parecer que eu vou voltar não se iluda, terá sido apenas uma dúvida.
Se você achar que não valeu a pena...que pena, pois eu acho que viveria tudo outra vez,do jeitinho que a gente fez.
Se a gente se esbarrar por aí , tente me ouvir, se a gente não se encontrar mais, procure me guardar na memória afinal temos uma história.
Se você finalmente encontrar outro alguém, nunca fale de mim, faz de conta que não fui ninguém, que nunca existi.
Se lá adiante, bem distante você sentir a alma sozinha, perdida, incontida dentro do teu peito, me avise, eu dou um jeito, venho te ver, te dou um afago, te faço um carinho, te digo baixinho que não te esqueci de verdade, que ainda sinto saudade....mas se um dia eu voltar...não deixe o destino nos pegar, vamos fugir,mesmo sem saber onde ir, prá que ele não nos ponha á prova, pra que ele não destrua ao menos esse nosso instante de glória!
Se quando você lembrar de nós dois o teu coração ficar apertado, tente me colocar de lado, mas não me esqueça definitivamente, guarde um cantinho aí dentro cercado de amor e calor.
Se parecer que eu vou voltar não se iluda, terá sido apenas uma dúvida.
Se você achar que não valeu a pena...que pena, pois eu acho que viveria tudo outra vez,do jeitinho que a gente fez.
Se a gente se esbarrar por aí , tente me ouvir, se a gente não se encontrar mais, procure me guardar na memória afinal temos uma história.
Se você finalmente encontrar outro alguém, nunca fale de mim, faz de conta que não fui ninguém, que nunca existi.
Se lá adiante, bem distante você sentir a alma sozinha, perdida, incontida dentro do teu peito, me avise, eu dou um jeito, venho te ver, te dou um afago, te faço um carinho, te digo baixinho que não te esqueci de verdade, que ainda sinto saudade....mas se um dia eu voltar...não deixe o destino nos pegar, vamos fugir,mesmo sem saber onde ir, prá que ele não nos ponha á prova, pra que ele não destrua ao menos esse nosso instante de glória!
(Desconheço autor, mas me coube direitinho, Vel)
sábado, 2 de maio de 2009
Preciso de você que eu tanto amo e nunca encontrei.
Para continuar vivendo, preciso da parte de mim que não está em mim, mas guardada em você que eu não conheço.
Tenho urgência de ti, meu amor. Para me salvar da lama movediça de mim mesmo. Para me tocar, para me tocar e no toque me salvar.
Preciso ter certeza que inventar nosso encontro sempre foi pura intuição, não mera loucura.
Ah, imenso amor desconhecido. Para não morrer de sede, preciso de você agora, antes destas palavras todas cairem no abismo dos jornais não lidos ou jogados sem piedade no lixo.
Do sonho, do engano, da possível treva e também da luz, do jogo, do embuste: preciso de você para dizer eu te amo outra e outra vez. Como se fosse possível, como se fosse verdade, como se fosse ontem e amanhã.
[C.F.A.]
sexta-feira, 1 de maio de 2009
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