domingo, 6 de setembro de 2009

Lua Nova

Eu me perguntei quanto tempo isso podia durar. Talvez algum dia,
anos mais tarde - se a dor diminuisse de forma que eu pudesse
aguentar - eu poderia olhar de volta para aqueles meses que foram
os melhores da minha vida. E, se fosse possível que a dor diminuísse
aponto de me permitir fazer isso, eu tinha certeza que me sentiria
agradecida pelo tempo que ele me deu. Mais do que eu pedí, mais do
que eu merecia. Talvez algum dia eu fosse capaz de ver as coisas
desse jeito.
Mas e se o buraco nunca ficasse melhor? E se as beiras em carne viva
nunca sarassem? E se o dano fosse permanente e irreversível?
Eu me segurei com força. Como se ele nunca tivesse existido, eu
pensei desesperada.
Que promessa estúpida e impossível pra se fazer! Ele podia roubar
minhas fotos e pegar seus presentes de volta, mas isso não fazia as
coisas voltarem a ser como eram antes de eu conhecê-lo. A evidência
física era a parte mais insigificante de equação. Eu estava mudada,
por dentro eu estava mudada ao ponto de ser difícil me reconhecer.

(Bella Swan - Lua Nova)

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