quarta-feira, 24 de junho de 2009


Era um amor de palavras, não apenas escritas , faladas , lidas e ouvidas.


Era um amor de palavras sentidas, vividas, palavras que acalentavam, acariciavam, tocavam. Palavras que se completavam, que sonhavam, que buscavam , que brincavam, choravam e sorriam. Palavras que davam vida à própria vida...


Palavras que contavam uma história que poderia estar em qualquer daqueles muitos livros que ela já tinha lido... e ela amava...


Palavras que acompanhavam ele, e ele não era mais sózinho... e ele amava.


Mas um amor assim, apesar de lindo, não é feito pra durar, um amor assim não aprendeu a resistir, não ensinaram que as vezes é preciso perdoar algumas coisas, esquecer outras... em um amor assim, não cabe a imperfeição...


Um dia as palavras dele cessaram e tudo ficou quieto...


Mas algumas vezes, talvez porque ele lembrasse das histórias ou talvez porque não desejasse o silêncio para ela, ele pronunciava alguma coisa, mas já não eram mais as mesmas histórias... eram frases perdidas, incompletas, vazias. E ela não conseguia mais entender o que ele dizia...


Ele foi embora e ela tentou agarrar se ao que tinha ficado ali escrito...


Um dia ela notou que aquelas palavras que um dia foram dela, já pertenciam à outro mundo, à outras pessoas e outras histórias, então sem saber exatamente como aconteceu, ela também se calou...


Mas a história ficou escrita, no livro dela e no livro dele.

Talvez em algum dia dos tantos que estão por vir, alguma coisa traga à memória o sorriso dele, ou a risada dela... talvez uma palavra, um gesto, uma música façam a lembrança transbordar...

E eles irão sorrir lembrando de algum bom momento vivido. . .


Porque o tempo nos protege, e nos deixa enfim só as boas lembranças...

segunda-feira, 15 de junho de 2009


Acorde arrependido, mas não durma com vontade!!!!

domingo, 14 de junho de 2009

Eu...


Como diz em algum texto que li outro dia, "sou sempre eu mesma, mas não serei a mesma pra sempre". Não que eu não consiga me definir, mas vou estar limitando a uma única visão, sou o q "me" vejo, mas sou também o que os outros "me" veem, mesmo que as vezes sejam visões opostas, em todas há verdade. Assim como sou tudo o que já vivi e o que optei por não viver... sou feita das minhas escolhas e sei que não fazer nada, também é uma escolha...
Eu penso de um jeito muito diferente de todo mundo, embora com uma rápida olhada alguém possa me achar comum demais, ás vezes eu penso muito diferente até mesmo de mim, mas não tenho problemas com isso... se tiver que mudar de idéia 1000 vezes, 1000 vezes eu vou mudar, não tenho contrato assinado com meus erros...e alias...
Costumo errar bastante, mas também costumo admitir e se possivel consertar os meus erros, e quando não consigo isso, assumo minha culpa.
Procuro aprender com todos os acontecimentos, os bons e os ruins, pois aprendi que certas coisas continuam acontecendo enquanto não aprendemos tudo q ela quer nos ensinar...
Não tenho pena de ninguem, nem mesmo de mim mesma, pois sei que temos exatamente o que precisamos e merecemos... não acredito no acaso, nem em coincidências,muito menos em injustiças acredito que tudo tem um porque, e acima de qualquer coisa, somos nós que fazemos nossa vida... ao longo de muito, muito tempo.
Sou desconfiada com as pessoas, até eu conhecer bem ( se é que conhecemos alguem realmente bem), costumo escutar muito mais do que falo, (exceto com algumas pessoas, com quem aprendi a me dividir), o que acaba fazendo eu conhecer muito mais as pessoas do que elas a mim... Procuro não julgar ninguém ( isso é uma coisa que me orgulho ) cada um sabe de si e do quanto lhe custa ser assim, e sinceramente gostaria q as pessoas aprendessem a ser assim... pelo menos um pouco...
Não sou perfeita, nem me acho, nem tenho a pretensão de ser...
Vejo a vida como uma escadaria, onde vou subindo os degraus, rumo à pessoa que quero ser... as vezes tenho que voltar e descer alguns degraus, mas é principalmente aí que aprendo mais e vejo como tenho pessoas especiais ao meu lado. E agradeço sinceramente a Deus por cada uma que Ele colocou no meu caminho.

...

Estou construindo meus planos pra 2009, 2010, 2011...2035...
E decidi que hoje é o melhor dia de começar tudo isso...

domingo, 7 de junho de 2009

O amor do Pequeno Principe


Desde agora, cinco horas da tarde, até a hora em que for dormir, estarei sozinho, porque disse a todos os meus amigos que estava muito cansado e não queria ver ninguém.
A menininha para quem cuidadosamente reservei esse tempo livre nem se deu o trabalho de me avisar que não viria.
Descubro com melancolia que o meu egoísmo não era tão grande assim, pois dei ao outro o poder de me magoar.
Meninina, foi com carinho que lhe dei esse poder. É com melancolia que a vejo usá-lo.
Os contos de fada são assim. Uma manhã, a gente acorda e diz: "Era só um conto de fadas..." E a gente sorri de si mesma. Mas, no fundo, não estamos sorrindo. Sabemos muito bem que os contos de fadas são a única verdade da vida.
A espera, os passos leves. Depois as horas que correm frescas como um riacho em meio à relva sobre seixos brancos. Os sorrisos, as palavras sem importância que são tão importantes. Escutamos a música do coração: é linda, linda para quem sabe ouvir...
Queremos muitas coisas, é claro. Queremos colher todos os frutos e todas as flores. Queremos sentir o cheiro de todos os campos. Queremos brincar. Será mesmo brincar? Nunca sabemos onde começa a brincadeira nem onde ela acaba, mas sabemos que somos carinhosos. E ficamos felizes.
Não gosto da estação interior que substituiu minha primavera: uma mistura de decepção, de secura e de rancor. Mergulho num tempo vazio onde não tenho mais motivo para sonhar. O mais triste num sofrimento é se perguntar : "Vale a pena?"
Vale a pena todo esse sofrimento por quem nem mesmo pensa em avisar? Certamente não. Entaõ nem sofrimento se tem mais, e isto é ainda mais triste.
Não há Pequeno Príncipe hoje, nem haverá nunca mais. O Pequeno Prícipe morreu. Ou então tornou-se cético. Um Pequeno Principe cético não é mais um Pequeno Príncipe. Fiquei magoado com você por tê-lo destruído.
Também não haverá mais carta, nem telefonema, nem sinal. Não fui muito prudente, e não pensei que pouco a pouco, com isso, arriscava um pouco de sofrimento. Mas eis que me feri na roseira ao colher uma rosa.
A roseirá dirá: "Que importância eu tinha para você?" Chupo meu dedo, que sangra um pouquinho, e respondo: "Nenhuma, roseira, nenhuma. Nada tem importância na vida. (Nem mesmo a vida.) Adeus roseira."
A.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Desencontros...


Recuso me a aceitar certos desencontros da minha vida...
De quantas estradas que se encontram logo ali adiante o caminho é feito?
Aceito os atalhos e ruas erradas que entrei...
Mas não aceito alguns desencontros.
Algumas pessoas sempre foram, sempre serão boas companhias, não importa onde...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Mais Diego

♪... No olvide que la quiero
No quiera que la olvide ...♪